Motoristas reclamam no 1° dia do corredor de ônibus na Av. Astronautas

transito

A faixa exclusiva para ônibus da Avenida dos Astronautas, na zona sudeste de São José dos Campos, começou a funcionar nesta segunda-feira (17) e muitos motoristas reclamaram do trânsito no local pela manhã.

A pista funcionará de segunda à sexta-feira em horários de pico, das 6h às 8h e das 16h às 18h. Nestes dois períodos poderão circular no corredor somente os ônibus do transporte público e fretados que seguem sentido bairro. Nos demais horários, a circulação permanecerá livre para todos os veículos. A Avenida dos Astronautas recebe cerca de 40 mil veículos por dia.

Já no sentido centro da avenida, inicialmente será implantado o corredor preferencial para que seja avaliado o desempenho dos ônibus na via. A faixa preferencial pode ser utilizada por todos, desde que respeitada a preferência ao transporte de passageiros. Na Avenida Brigadeiro Faria Lima, que se conecta com a Astronautas, também serão implantadas faixas preferenciais nos dois sentidos da via.

Segundo a Prefeitura, o objetivo do corredor é permitir maior fluidez na circulação do transporte público e ônibus fretados, que prestam serviços a empresas da região, como Embraer e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Apesar disso, muitos motoristas que passaram pela avenida na manhã desta segunda-feira reclamaram de trânsito intenso no acesso à via. O pesquisador Marcos Sanches trabalha no Inpe e passa pela região diariamente. Segundo ele, é a primeira vez que a região registra congestionamento nesse horário.

“Pelo que a gente viu nesse primeiro dia, o maior problema é antes da faixa, no acesso à avenida. Fiquei uns 15 minutos parado nesse trecho. Depois, o trânsito fluiu, tanto na faixa exclusiva como na comum. Vamos ter que criar uma nova rotina, sair de casa mais cedo para evitar esse atraso”, relata o pesquisador, que ainda afirma ter chegado com 15 minutos de atraso na empresa.

Por nota, a prefeitura informou que registrou picos de congestionamento em trechos antes da faixa exclusiva de ônibus, ainda na marginal da Via Dutra. “Entre os motivos está a adaptação dos motoristas ao primeiro dia de operações e também o conflito com condutores que, ao tentar escapar de trânsito intenso na Via Dutra, utilizam o acesso ao bairro. (..) É natural que nos primeiros dias de operação de mudanças viárias significativas existam algumas dificuldades, diz a nota.

A Secretaria de Transportes informou que vai realizar uma operação com agentes de trânsito após o Viaduto Bandeirantes nesse período de adaptação e acompanhamento.

Multas
Durante o mês de agosto, a faixa exclusiva funciona em período de adaptação. As multas para os motoristas que não respeitarem a prioridade aos coletivos só será aplicada a partir de setembro. A via será a primeira de São José a receber a fiscalização de trânsito por meio de câmeras de monitoramento.

Segundo a Secretaria de transportes, não serão autuados os veículos que utilizarem a faixa apenas para realizar conversões ou acessar estacionamentos e garagens. “A infração é transitar pelo corredor. Passar pela faixa para acessar um lote ou a entrada de uma empresa não é infração e o motorista não vai ser autuado O que nós queremos é garantir a prioridade ao transporte do coletivo”, explica o secretário de transportes, Luiz Marcelo Silva Santos

Audiência entre GM e Sindicato dos Metalúrgicos termina sem acordo

noticias centro sjc

A audiência em busca de uma conciliação para por fim a greve na fábrica da General Motors em São José dos Campos terminou sem acordo nesta segunda-feira (17). A reunião entre representantes da empresa e do Sindicato dos Metalúrgicos foi realizada nesta tarde no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. Na próxima sexta-feira, às 15h, haverá uma segunda audiência no TRT.

Cerca de 100 funcionários demitidos fizeram uma manifestação em frente ao local da reunião. Com faixas e bandeiras, eles pediam a anulação das 798 demissões realizadas na última semana.

Em nota, a GM informou que não houve progresso efetivo nas discussões para solução do impasse e que “a paralisação da operação na fábrica, desde o último dia 10 de agosto, só contribui para agravar a séria crise que afeta hoje a GM e a indústria automotiva”.

A GM acusa ainda o sindicato de descumprir a liminar da Justiça que determinou o livre acesso ao complexo. A empresa afirma que esgotou todas as possibilidades e que a planta de São José dos Campos não está competitiva. A queda nas vendas e os estoques altos foram os motivos alegados pel a montadora para o corte de pessoal, visando redução de custos.

Segundo Antônio Barros, o Macapá, presidente do sindicato, a greve, que atinge toda a linha de produção, que tem mais de 4 mil trabalhadores, será mantida. A unidade de São José tem 5 mil funcionários e produz os modelos S10 e Trailblazer. A categoria exige a anulação de todas as demissões e pede que a empresa adote outras medidas como layoffs, férias coletivas, licenças não-remuneradas e um novo PDV (Plano de Demissão Voluntária). O sindicato também nega que esteja impedindo a entrada de funcionários na fábrica de São José.

Crise das montadoras
Em Taubaté, funcionários da Volkswagen decretaram greve no início da tarde desta segunda-feira. A paralisação foi uma forma de protesto após alguns funcionários do primeiro turno receberem cartas de demissões, durante uma reunião entre o Sindicato dos Metalúrgicos e diretores da empresa. De acordo com a categoria, não há balanço ainda sobre o número de demitidos e 2,5 mil metalúrgicos do segundo turno cruzaram os braços nesta tarde.

Também nesta segunda, a chinesa Chery anunciou férias coletivas para funcionários da fábrica de Jacareí. Segundo a empresa, cerca de 200 operários são afetados pela medida. O Sindicato dos Metalúrgicos diz que as férias abrangem até cerca de 300 pessoas.

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